Discriminação
É dos vocábulos mais em voga nos dias correntes. Qualquer passo em falso, qualquer erro ou distracção, qualquer acusação mais acentuada é prontamente atacada por (falsos) moralistas ou pseudo-intelectuais.
Pois bem, venho hoje (feito moralista ou pseudo-intelectual) chamar a atenção para um caso de profunda e notória discriminação ao nível do trabalho.
Quero referir-me àquelas vozinhas que surgem nos supermercados, aeroportos, centrais de camionetas, centros comerciais, entre outros. Será mera coincidência, apenas impressão minha ou essas vozes são sempre de um(a) fanhoso(a) qualquer?! Será que os outros não têm oportunidade? Será que nas entrevistas para esses trabalhos os candidatos são submetidos à leitura de um texto e apenas aqueles que mal conseguem ler e que comem mais de metade das palavras são seleccionados?
Depois é aquilo que se vê (ou que se ouve): “Sr *#*#*, repito...sr *#*#* faça favor de se dirigir à recepção”, “Estimados clientes, informamos que o supermercado encerra daqui a #.«# minutos”, “Última chamada para o voo para Madrid na porta #@*” ou mesmo “O condutor do veículo com a matrícula #*-«# - *# faça favor de se dirigir junto do mesmo”. Com efeito, ou a voz sai de tal forma nasalada e para dentro que apenas se ouvem grunhidos, ou a informação que realmente interessa é sempre omitida ou negligenciada.
Não haverá ninguém que acabe com este flagelo e ponha fim a esta profunda discriminação?




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